Conheça Núcleo de Prevenção à Violência Extrema, que busca identificar radicalização de jovens no RS

  • 02/04/2025
(Foto: Reprodução)
Uso excessivo de telas e desestruturação familiar estão entre os fatores que contribuem para o fenômeno, segundo Ministério Público. Em um ano, 178 casos de adolescentes com tendências à violência extrema foram identificados. Como identificar no comportamento de jovens a tendência de violência extrema Criado há um ano, o Núcleo de Prevenção à Violência Extrema busca alertar e orientar a rede de proteção — composta por educadores, assistentes sociais e forças de segurança — sobre os sinais da radicalização e a violência extrema entre crianças e adolescentes a partir do ambiente digital. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) está à frente do projeto pioneiro no Brasil para identificar e prevenir sinais desse fenômeno preocupante. O núcleo integra inteligência policial, tecnologia e promotorias da infância e juventude para detectar jovens em situação de risco. Em um ano, 178 casos de adolescentes com tendências à violência extrema foram identificados, sendo 41 considerados graves e atualmente monitorados. O Ministério Público do RS está à frente do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema Reprodução/ RBS TV Os sinais de alerta O promotor de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do programa, explica que há fatores-chave que contribuem para a radicalização juvenil. Entre eles: o uso excessivo de telas sem supervisão parental; a desestruturação familiar; o bullying. Celular Reprodução/ RBS TV Os jovens em maior risco costumam apresentar comportamentos como isolamento, desinteresse pelo ambiente escolar e uma obsessão por conteúdos violentos. "É aquele que a gente vai dizer que é o quietinho, que não sai do quarto, que não incomoda. É claro que conjuntamente com isso vem outros sinais, como por exemplo o interesse imoderado pela violência, a falta de interações no mundo concreto, a falta de interesse pelo ambiente escolar, a falta de identificação no mundo escolar", explica o promotor. Redes sociais como porta de entrada Mulher usando o celular Reprodução/ RBS TV Segundo a pesquisadora Michele Prado, especialista em extremismo e terrorismo online, grupos radicais utilizam plataformas populares para recrutar jovens. A estratégia envolve a atração inicial por meio de conteúdos engajadores, que depois redirecionam os adolescentes para espaços fechados em plataformas. "Quando a gente tem muito discurso antissemita, muito discurso de apologia ao terrorismo, muito discurso de supremacia masculinista, naturalmente essas crianças e adolescentes ficam mais expostos a esse tipo de conteúdo e eventualmente eles vão passar a seguir uma dessas pessoas que propagam esses conteúdos e chegar a uma dessas subculturas online nocivas", explica Michele. Ela ressalta que o combate a esse problema exige um esforço coletivo: "A gente precisa tentar fechar essas portas de entrada o tempo inteiro. a radicalização não envolve só o adolescente e aquela família, mas a sociedade inteira", diz a pesquisadora. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/04/02/iniciativa-do-rs-busca-identificar-radicalizacao-e-tendencia-a-violencia-extrema-em-jovens-redes-sociais-podem-ser-porta-de-entrada.ghtml


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